Polícia apreende cerca de R$ 1 milhão em Bitcoin e Ethereum de esquema de pirâmide financeira

Uma ação policial apreendeu cerca de R$ 4 milhões de um esquema criminoso de pirâmide financeira, dos quais cerca de R$ 1 milhão eram em Bitcoin e Ethereum.

Mais precisamente, a ação policial apreendeu 2,53198787 em Bitcoin (R$ 359.329) e 86,95475389 em Ethereum (R$ 733.202). Ou seja, no total as apreensões de ativos digitais foram de R$ 1,09 milhão – na cotação atual.

Além disso, os agentes conseguiram bloquear a quantia aproximada de R$ 450 mil de exchanges de criptomoedas.

As apreensões ocorreram no âmbito da Operação “Mercadores do Templo”. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) – por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – e a Polícia Civil deflagraram a ação no início do mês de maio.

Polícia apreende milhões de esquema de pirâmide financeira

De acordo com uma nota do MPMG publicada na segunda-feira (6), os resultados finais da operação são importantes para desarticular o esquema de pirâmide financeira.

Segundo as investigações, os criminosos desenvolveram uma “complexa composição piramidal”. Na prática, eles captavam recursos financeiros dos clientes sob a promessa de lucros exorbitantes.

“Até o momento, as apreensões e bloqueios realizados por meio de medidas cautelares deferidas pelo Juízo de Unaí, no Noroeste do estado [de Minas Gerais], contra membros da organização criminosa investigada chegam a cerca de R$ 4 milhões”, disse o MPMG.

A BM&F Bovespa S.A., por meio da bolsa brasileira B3, indicou um bloqueio total de R$ 41.376,10 por um agente de custódia.

Além disso, em uma das principais corretoras utilizadas pela organização criminosa, a polícia bloqueou o valor de R$ 257.974,70.  Já as criptomoedas Bitcoin e Ethereum apreendidas foram transferidos para uma carteira do MPMG criada especificamente para esse fim. Enquanto isso, nas contas dos investigados, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 2.109.374,46 (R$ 2,1 mi)

Empresa prometia juros de 8,33% ao mês

Conforme apuraram as autoridades, em apenas em um mês do ano de 2022, as vítimas e assessores do esquema receberam a quantia de R$ 4.656.824 (R$ 4,6 milhões).

A empresa prometia aos clientes o pagamento mensal de 8,33% sobre o valor investido. Sendo assim, o capital necessário para garantir a devolução do dinheiro entregue à organização seria de R$ 55.904.249 (R$ 55 milhões).

Com base nisso e levando em conta os valores da apreensão e o capital necessário para garantir a devolução do dinheiro, os integrantes do MPMG e da PC verificam que não há compatibilidade.

“O dinheiro não era investido. Ao contrário, era gasto de forma ostentadora pelos investigados”, ressaltam representantes dos órgãos.

Por fim, MPMG e a Polícia Civil de MG alertam para que os cidadãos evitem desinformação, procurando os canais oficiais de comunicação.

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