PF vai usar Lamborghini do “Rei do Bitcoin” avaliada em R$ 800 mil

Uma Lamborghini Gallardo LP 560-4, pertencente ao “Rei do Bitcoin”, Cláudio José de Oliveira, será usada, temporariamente, pela Polícia Federal no Paraná.

Avaliada em cerca de R$ 800 mil, o veículo esportivo de luxo foi apreendido no âmbito da Operação Daemon, deflagrada em julho deste ano.

A ação policial, que culminou com a prisão de Claudio Oliveira, tinha como objetivo desmantelar o suposto esquema de pirâmide financeira montado por ele, o Grupo Bitcoin Banco (GBB). 

A empresa prometia altos rendimentos com arbitragem com Bitcoin, mas deixou de pagar seus clientes em 2019. De acordo com as investigações, o GBB teria movimentado mais de R$ 1,5 bilhão com o golpe e lesado 7 mil pessoas.

Lamborghini de dono do GBB será usada em exposições

Na operação deflagrada em a PF apreendeu diversos veículos de luxo, incluindo a Lamborghini e outros carros esportivos das fabricantes Porsche, BMW, Maserati e Mercedes.

Conforme detalhou a PF, a Lamborghini apreendida possui motor de 10 cilindros e potência de 560 cavalos. Além disso, em cerca de 3,7 segundos, o carro consegue ir de zero a 100 quilômetros por hora. Já sua velocidade máxima é de 325 km/h.

Contudo, apesar de toda essa potência, o veículo não era usado em atividades rotineiras da PF, como uma viatura, por exemplo.

Na verdade, o carro será utilizado em exposições, eventos e ações pedagógicas de repressão ao crime organizado e descapitalização de bens das organizações criminosas.

A PF explicou que a Lamborghini foi cedida pela Justiça Federal para a utilização provisória. Em seguida, o carro será devolvido ao Poder Judiciário, quando irá a leilão.

O valor arrecadado será destinado aos investidores que foram lesados pelo esquema do Rei do Bitcoin.

Sobre o GBB

As investigações contra a suposta pirâmide de criptomoedas começaram em 2019, pela Polícia Civil do Paraná.

Conforme noticiado pelo CriptoFácil, o grupo passou a ser investigado após inúmeras denúncias de possíveis vítimas do esquema que deixaram de receber os rendimentos prometidos.

Aos clientes, a empresa prometia regularizar os pagamentos em acordos extrajudiciais. No entanto, isso não se concretizou.

Ainda em 2019, Claudio Oliveira obteve uma decisão favorável a um pedido de recuperação judicial. Entretanto, constatou-se que o grupo não cumpria as obrigações determinadas pelo decreto de recuperação judicial.

Ademais, o GBB seguia oferecendo contratos de investimento coletivos sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Depois disso, as investigações foram deslocadas para a Justiça Federal e a PF deu continuidade ao caso. Mais precisamente, passou a apurar a possível prática de crime contra o sistema financeiro nacional.

No início de agosto, o dono do GBB foi indiciado por estelionato e organização criminosa. Além disso, responderá por crime contra a economia popular, crime falimentar, crime contra sistema financeiro e outros.

Além dele, oito pessoas ligadas ao GBB, incluindo sua esposa Lucinara Oliveira, foram indiciadas.

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