Ministro da Economia de El Salvador: país não dará calote mesmo com queda do Bitcoin

A primeira nação a legalizar o Bitcoin (BTC) dentro de suas fronteiras perdeu milhões com a recente desvalorização de preço. Conforme noticiou o CriptoFácil, o país teria um prejuízo não realizado superior a US$ 40 milhões, mais de R$ 200 milhões em valores atuais.

Como era de se esperar, o mercado vê essas perdas com muita atenção; afinal, se trata de um país bastante pobre. Nesse sentido, a maior dúvida é se El Salvador poderá honrar suas dívidas futuras. 

De acordo com Alejandro Zelaya, ministro das finanças do país, sim. Zelaya garantiu que o momento de baixa do mercado não prejudicará a saúde fiscal de El Salvador.

Contudo, o país não comprou nenhum BTC durante a queda, ao contrário dos movimentos anteriores. Mas o analista CryptoWhale diz que o país pode comprar uma pequena quantidade de BTC na queda.

Não há preocupações, diz ministro

El Salvador fez história cerca de um ano atrás, quando a Assembleia do país aprovou a famosa Lei Bitcoin. A proposta foi implementada em setembro e transformou o BTC na moeda oficial do país.

Apesar de algumas críticas e reações locais de organizações financeiras globais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o projeto seguiu em frente.

Desde então, El Salvador e seus líderes adotaram inúmeras iniciativas pró-BTC, incluindo a intenção de construir uma cidade inteira (Bitcoin City) voltada ao ecossistema da criptomoeda. O país também incluiu BTC em suas reservas nacionais, comprando mais de 2.300  desde então.

A última aquisição ocorreu durante a retração de meados de maio, quando o país gastou US$ 15,3 milhões para comprar 500 BTC. Desta vez, porém, a situação parece um pouco diferente.

O BTC despencou com força na semana passada, perdendo quase US$ 10 mil em seu preço. Como resultado, a criptomoeda caiu de US$ 30 mil para os atuais US$ 22 mil. 

Contudo, o governo de Nayib Bukele realizou todas as compras com o BTC acima de US$ 30 mil, ou seja, o país acumula um prejuízo de quase 30%. Mas Zelaya e Bukele não parecem estar preocupados com isso.

“Quando eles me dizem que o risco fiscal para El Salvador por causa do Bitcoin é realmente alto, a única coisa que posso fazer é sorrir. O risco fiscal é extremamente mínimo”, disse o ministro.

Dívida em crescimento

Assim como ocorreu na maioria dos países, a dívida de El Salvador cresceu exponencialmente a partir de 2020. De acordo com o Trading Economics, a relação dívida-PIB do país saltou de 73% em 2019 para mais de 90% em 2020. 

Para completar, El Salvador tem uma série de compromissos de curto prazo, com vencimento até janeiro de 2023. No total, são US$ 800 milhões (cerca de R$ 4 bilhões) que devem ser pagos ao longo dos próximos meses. 

Com o BTC em baixa, os investidores temem que o governo encontre dificuldades para conseguir dinheiro e honrar os pagamentos.

Zelaya confirmou que a reserva de BTC do país está com um prejuízo de US$ 40 milhões, mas disse que isso representa menos de 0,5% do orçamento nacional.

Bitcoin e Saylor’s MicroStrategy

Embora a perda não realizada de BTC de El Salvador seja modesta, a posição da MicroStrategy é substancialmente mais prejudicial.

A gigante de tecnologia possui a maior quantidade de BTC entre as empresas listadas em bolsa, mas acumula perdas de US$ 1 bilhão. No total, o CEO Michael Saylor gastou cerca de US $ 4 bilhões para acumular quase 130 mil BTC.

Mesmo com a queda, Saylor ainda está otimista no BTC e negou categoricamente que a MicroStrategy planeje vender suas criptomoedas.

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