Mercado Livre teve prejuízo de R$ 50 milhões com queda do Bitcoin, mas não vai abandonar criptomoeda

Na última quarta-feira (3), o Mercado Livre divulgou o seu balanço de resultados para o segundo trimestre de 2022.

No balanço, a empresa reportou um lucro líquido de US$ 123 milhões. Ou seja, mais de R$ 640 milhões em reais. Segundo o Mercado Livre, trata-se de uma alta de 79,8% na comparação ano a ano.

Contudo, nem todos os números foram positivos para o marketplace fundado na Argentina. Isso porque a empresa relatou que teve um prejuízo aproximado de US$ 10 milhões no segundo trimestre de 2022 por conta de investimentos em Bitcoin (BTC). Na cotação em reais, isso equivale a mais de R$ 50 milhões.

Queda do Bitcoin

De acordo com o vice-presidente sênior de estratégia do Mercado Livre, André Chaves, ouvido pela Reuters, o desempenho ruim foi devido à queda de mais de 50% do preço do BTC entre os meses de abril e junho deste ano.

Em primeiro de abril, o preço do Bitcoin estava na casa dos R$ 215.100, mas, no final de junho, a criptomoeda custava apenas R$ 100.900.

De fato, o ano de 2022 tem sido ruim para o Bitcoin e para as criptomoedas, em geral. A maior moeda digital em valor de mercado já registrou uma queda acumulada em 2022 de cerca de 53%.

Além disso, considerando o seu topo histórico de cerca de R$ 360 mil, registrado em novembro do ano passado, a queda é de mais de 65%.

No momento da escrita desta matéria, o BTC está sendo negociado em R$ 121.980, tendo valorizado cerca de 4% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap.

Gráfico de preço do BTC nas últimas 24 horas. Fonte: CoinMarketCap

Gráfico de preço do BTC nas últimas 24 horas. Fonte: CoinMarketCap

Mercado Livre e o Bitcoin

Conforme reportou o CriptoFácil, o Mercado Livre comprou Bitcoin pela primeira vez no primeiro trimestre de 2021.

Na ocasião, a empresa adquiriu US$ 7,8 milhões em Bitcoin. Ou seja, cerca de R$ 41,7 milhões na cotação em reais da época.

Ao reportar a compra à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, a empresa destacou que a ação fazia parte da estratégia de tesouraria da empresa.

Conforme destacou Chaves, a queda de preço do Bitcoin e as perdas do Mercado Livre com isso não afetam a estratégia da empresa de seguir oferecendo negociação de criptomoedas em sua plataforma de pagamentos, o Mercado Pago.

“Estamos confortáveis com nossa estratégia com oferta de criptomoedas a clientes, mesmo no atual cenário.”

A fintech Mercado Pago passou a oferecer o serviço de compra e venda de criptomoedas para os usuários em novembro do ano passado. É possível comprar Bitcoin, Ethereum e a stablecoin Paxos Dólar (USDP) na plataforma a partir de R$ 1.

Quando a empresa lançou o serviço, o vice-presidente do Mercado Pago, Túlio Oliveira disse:

“[As criptomoedas] “têm um potencial de transformação pela frente e abrem um novo caminho para a empresa”.

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