Governo da China apreende US$ 16 milhões em esquema de pirâmide com criptomoedas

Duas cidades chinesas desmontaram um grande esquema Ponzi, conforme divulgou um portal local na terça-feira (15). A ação também apreendeu US$ 16 milhões que estavam em posse do grupo, cerca de R$ 82 milhões em valores atuais.

A apreensão foi realizada em conjunto pelo Departamento de Segurança Pública de Xangai e o Departamento de Segurança Pública de Yangpu. Os dois órgãos conduziram uma investigação conjunta sobre esquemas de pirâmide usando criptomoedas, investigação que resultou na apreensão.

De acordo com um relatório local, a organização iniciou suas atividades ilegais em junho de 2020. O valor apreendido foi acumulado ao longo de quase dois anos de atividade. O líder do esquema, chamado apenas de Mou, também foi apreendido.

Xangai desmota grande esquema Ponzi

Segundo a acusação, Mou estabeleceu uma empresa que fornecia serviços de criptomoedas aos clientes, prometendo altos retornos aos investidores.

Para atrair mais usuários e expandir a escala da organização, a plataforma de Mou também distribuiu vários prêmios e iniciativas de marketing. Contudo, essas atividades eram apenas uma fachada para ocultar o golpe.

Seis meses atrás, a polícia de Xangai detectou atividades duvidosas da organização e conduziu uma investigação. Descobriu-se que os tokens colocados à venda não tinham valor de mercado e eram ilegais. Em seguida, a polícia prendeu dez pessoas ligadas à entidade criminosa.

No final, a polícia revelou que o esquema captou 100 milhões de yuans, que correspondem aos US$ 16 milhões apreendidos. As autoridades de Xangai elogiaram a investigação e disseram que este foi primeiro esquema de pirâmide de criptomoedas descoberto na história da cidade.

Acredita-se que no seu auge, a plataforma tinha cerca de 60 mil membros ativos. Só para comparar, menos de 30% dos municípios (3.770) têm mais de 60 mil habitantes.

“O público em geral deve aumentar a conscientização sobre a prevenção de riscos e evita esquemas de pirâmide. O Departamento de Investigação de Xangai continuará a reprimir crimes econômicos que põem em risco os direitos e interesses legítimos dos cidadãos”, disse a polícia de Xangai.

Cidade mergulha no metaverso

Embora tenha uma postura hostil em relação às criptomoedas privadas, a China é muito mais aberta a outros nichos do setor digital. O país assumiu a dianteira na criação de uma moeda digital do banco central (CBDC), por exemplo.

Conforme noticiou o CriptoFácil, os testes do yuan digital começaram a ser abertos para estrangeiros em janeiro. O uso da moeda digital já é difundido em algumas cidades e serviços do país, inclusive em Xangai.

Além da CBDC, a maior cidade da China incluiu o Metaverso em seus planos de desenvolvimento quinquenais (cinco anos). Nesse sentido, os funcionários de Xangai visam incentivar “a aplicação do Metaverso em áreas como serviços públicos, escritórios comerciais e entretenimento.

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