El Salvador: Uma experiência em “Bitcoin Country”

E assim ocorreu, que no dia 7 de setembro de 2021, foi aprovada “La Ley Bitcoin” – A Lei Bitcoin – que tornou o Bitcoin como moeda de curso legal em El Salvador. Iniciativa do presidente Nayib Bukele, um jovem político que fora prefeito da capital do país e que venceu os dois partidos que se alternavam há décadas na cadeira do Poder Executivo nacional.

E 2 meses e 1 semana depois, estávamos lá para a LaBitconf, a conferência latino-americana de Bitcoin e tecnologias derivadas. Nós, os “Bitcoiners”, os “Cripto-entusiastas”, pessoas de todos os cantos, origens, pensamentos. Todos unidos pela fascinação em mudar o sistema financeiro global da forma mais radical já testemunhada na história conhecida.

Tão logo no aeroporto de San Salvador, pagando a taxa da imigração em Bitcoin, que começava a viagem. A conhecida placa “accepting Bitcoin” e a propaganda de uma grande exchange, do lado de fora, visível pelo vidro, nos dava boas vindas e sinalizava que algo de novo estava no ar.

A primeira conversa com um cidadão local, o motorista que marcamos para vir nos buscar, não poderia ser sobre outro assunto.

Aproveitei todas as oportunidades de conversar com os Salvadorenhos, tanto em lojas quanto em Ubers e nos eventos durante a semana do dia 13 a 21 de novembro – a semana do Bitcoin.

Era notável a esperança das pessoas. Mesmo entre aqueles mais desconfiados, natural e prudentemente, com a política. O jeito arrojado do presidente gerou uma expectativa positiva de que El Salvador, agora “no mapa”, teria os olhos internacionais voltados para este pequeno país, agora uma grande experiência no sentido de prover emancipação financeira para as populações. De fato, para alguns Salvadorenhos era a primeira vez que eles tinham uma conta para administrar seus fundos.

Impressionou-nos também a velocidade – 2 meses – em que a estrutura para pagamentos em Bitcoin fora implementada. Chivo, como foi batizada, é a marca do software que roda nos pontos de venda, nos celulares e nos caixas eletrônicos. Quase todo comércio que aceita cartão também aceita Bitcoin.

Eu fui munido, como todos fazem, do meu cartão internacional. Em muitas compras, compensava mais pagar com Bitcoin, já que o custo de uso do cartão para nós do Brasil e da América do Sul, entre impostos e cotação, é alto. Especialmente o saque nos caixas eletrônicos Chivo, que é o modo mais barato de sacar dólares que um brasileiro vai encontrar no planeta hoje.

Longe de dizermos, no entanto, que os pontos de vendas e os caixas eletrônicos, e até mesmo o aplicativo móvel, não carecem de melhoras.

A semana seguiu com diversos eventos pelo país, em centros de convenções e hotéis, de San Salvador até Bitcoin Beach – El Zonte – onde tudo começou. Mais de 40 eventos espalhados por estas localidades e abordando diferentes temas como Infraestrutura, Lightining Networks, Blockchain e Criptomoedas.

Já se falava que o próprio presidente Bukele viria ao evento para discursar ao publico de toda América, de todo o mundo, que viera ao evento. Foi então quando os participantes receberam o convite por email. Seria na “NAWI Beach House”. Ninguém sabia ao certo o que esperar, um jantar, uma convenção com políticos talvez?

Foi então que chegamos ao local. Uma balada com DJ e palco. Servindo bebidas.

A essa altura, já à noite, todos se perguntavam se ele seria o próximo DJ, ou se cairia do céu com uma guitarra para fazer um “live PA” na festa. Por volta das 10 da noite o som parou, e “show” do presidente começou.

A entrada foi digna de um show de Rock. Algo realmente inusitado. Foi seguida de uma série de ideias futuristas do presidente Bukele.

Mas como sabemos, políticos não tem ideias, tem promessas. A promessa de uma cidade com energia sustentável vinda de um vulcão, com zero impostos (exceto de valor agregado), em formato radial e com um ₿ no meio, saltava aos olhos. Bitcoin City, como ele batizara.

Havia um misto de ceticismo e vontade de ver aquilo tudo concretizado. De forma geral, todos estavam se divertindo. Algo, novamente, incomum em um discurso político.

Max Keiser – apresentador da RT sobre economia e criptos

E assim terminava mais uma LaBitconf. Talvez a maior das edições, tanto em conteúdo quanto participantes. Mais uma oportunidade de rever amigos, pessoas interessantes, e influentes, do nosso mercado cripto. Para onde vamos daqui? Talvez para o próximo país que decida seguir um possível sucesso do modelo de El Salvador? É, certamente, o que os Bitcoiners do mundo todo gostariam de ver.

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