Criador da Yuga Labs critica teorias que associam Bored Apes a símbolos nazistas

Uma polêmica envolveu a famosa coleção de NFT Bored Ape Yatch Club (BAYC) na última semana. De acordo com a “teoria” que circulou na Internet, os criadores da coleção seriam defensores secretos da ideologia nazista, e a logomarca do BAYC continha provas disso.

A princípio, um YouTuber chamado Philion publicou um vídeo de uma hora contendo uma suposta investigação de 6 meses. No vídeo, a pessoa apresenta o que seriam provas de uma ligação entre a imagem corporativa do BAYC e o simbolismo nazista.

O vídeo gerou uma repercussão tal que fez, Wylie Aronow, cofundador da Yuga Labs, se manifestar. Conhecido nas redes como Gordon Goner, o executivo classificou as especulações como “incrivelmente desequilibradas”.

“Não respondemos com mais detalhes a essas alegações porque, francamente, elas são completamente absurdas. Dito isso, acordamos esta manhã com um podcaster que respeitamos falando sobre essa teoria da conspiração e isso foi bem surreal”

O vídeo tem quase 900 mil visualizações e causou bastante debate entre aqueles que o assistiram. Por causa da repercussão, Goner escreveu um longo texto no qual esclarece os principais pontos.

Diversidade como marca dos BAYC

Goner começou o texto explicando a origem do logo da coleção, que tem um crânio de macaco ao lado do nome.

Conforme a explicação do youtuber, este logo remeteria às Waffen SS, principal força de extermínio de judeus da Alemanha Nazista. A logo da divisão das SS também é formada por um crânio e, de fato, possui semelhanças com a BAYC.

Suposta semelhança entre logo da BAYC e das Waffen SS. Fonte: Philion/YouTube.

Suposta semelhança entre logo da BAYC e das Waffen SS. Fonte: Philion/YouTube.

Goner, no entanto, descartou essa explicação e forneceu outra. “Usamos um crânio de macaco para ajudar a transmitir o quão entediados esses macacos estão – eles estão ‘morrendo de tédio”‘, disse.

O cofundador da Yuga Labs explicou que seus parceiros são um grupo de amigos judeus, turcos, paquistaneses e cubanos. Goner também deixou claro que a sua esposa tem ascendência mexicana e, portanto, as alegações de Philion não fazem sentido.

Conspiração de concorrentes?

Goner disse que todas essas acusações são uma “mentira” promovida por Ryder Ripps, um suposto ativista anti-BAYC. Em sua conta no Twitter, Ripps de fato compartilhou uma foto que associa a logo do BAYC com as SS.

Ripps é acusado de criar uma cópia dos BAYC com outro nome e vender quase US$ 3,5 milhões no OpenSea. No entanto, a plataforma retirou a coleção do ar sob acusações de violação de propriedade intelectual.

Posteriormente, defensores dos BAYC criaram uma coleção de NFTs chamada Fuck Ryder Ripps, que possui 4 mil exemplares. A coleção leva para um site que acusa o artista de ser uma fraude e de mentir para difamar os BAYC e seus criadores.

Ripps atualmente tem 29 mil seguidores no Twitter e se define como artista, satírico e fanático. Um tópico com suas acusações sobre Goner foi fixado em sua conta.

Criador explica nome da empresa

Goner também falou sobre o nome da sua companhia Yuga Labs, associado com o termo Kali Yuga. Originalmente saído do hindu e que representa “nova era”, o termo é associado com grupos de direita e supremacistas no exterior.

Mais uma vez, Goner fornece uma origem mais prosaica. De acordo com o executivo, Yuga é o nome um vilão do videogame Zelda que pode transformar a si mesmo e seus amigos em arte 2D.

Somos nerds, e Yuga é o nome de um vilão em Zelda que tem a habilidade de transformar a si mesmo e aos outros em arte 2D. Faz todo o sentido para uma empresa NFT. “Yuga” também significa “era” em sânscrito, e Gordon passou uma década praticando o hinduísmo. “Kali Yuga” é a era atual em que estamos de acordo com o hinduísmo. Dessa forma, a sugestão de que Kali Yuga tem algo a ver com supremacia branca é ridícula”, diz o texto.

Por fim, Goner reforça que a empresa nunca levou o logotipo do BAYC tão a sério, e é por isso que o visual em si é “desorganizado”, simbolizando a irreverência e absurdo da coleção.

O executivo compartilha um e-mail que enviou ao designer que criou a logo, mostrando as inspirações. De acordo com a mensagem, a logo parece ter sido inspirada pelo gosto de Goner por punk, skate, e até pelos tênis da Nike. Mas nada relacionado ao regime criado por Adolf Hitler.

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