Unick lavou R$ 269 milhões com empresas de fachada, acusa MPF

A suposta pirâmide financeira Unick Forex está sendo alvo de um novo processo no Ministério Público Federal (MPF). Dessa vez, a empresa acusada de roubar R$ 12 bilhões de seus clientes está sendo incriminada por lavar R$ 269 milhões por meio de empresas de fachada.

O novo processo foi aberto após a Justiça Federal rastrear as operações de 26 empresas ligadas à Unick e identificar o valor milionário movimentado.

De acordo com uma matéria do Jornal NH, agora, os 15 réus da Unick responderão também por lavagem de dinheiro. Eles já são acusados dos delitos de organização criminosa, evasão de divisas e operação de instituição financeira sem autorização legal no processo original.

Suposta pirâmide usou 26 empresas para lavar capital

Apontada como um dos maiores esquemas de pirâmide do Brasil, a Unick também é conhecida como Unick Forex e Unick Academy.

Com sede em Nova Hamburgo, no Rio Grande do Sul, a empresa operou no mercado entre 2017 e 2019. A empresa prometia retornos de 30% fixos ao mês com supostas aplicações em criptomoedas.

Em 2019, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) emitiu uma ordem de suspensão das atividades, que não foi cumprida. Meses depois, o esquema começou a ruir e a empresa deixou de pagar os rendimentos prometidos.

Finalmente, a Unick foi fechada em 17 de outubro de 2019 pela Operação Lamanai deflagrada pela Polícia Federal. Dez membros do esquema foram presos, mas todos já estão em liberdade.

Recentemente, investigações da Polícia Federal concluíram que os investidores da Unick tiveram um prejuízo de R$ 12 bilhões. Estima-se que o número de investidores lesados seja algo em torno de um milhão.

Além disso, durante o período de operação no mercado, a companhia teria movimentado cerca de R$ 28 bilhões. Assim, para ocultar parte desse capital, a suposta pirâmide usou ao menos 26 empresas de fachada.

Empresas movimentavam capital em bancos tradicionais

As companhias usadas na lavagem de dinheiro atuavam em segmentos como consultoria, assessorias de recursos humanos, escritórios de advocacia e corretoras de criptomoedas.

Segundo as investigações, as firmas faziam movimentações de fachada em bancos públicos e privados tradicionais e em corretoras digitais.

Com base no levantamento do MPF, a juíza substituta da 7ª Vara Federal de Porto Alegre, Karine da Silva Cordeiro, decidiu abrir um processo específico de lavagem de dinheiro, na última sexta-feira, (11).

Ademais, a magistrada autorizou devassa nas 26 empresas identificadas, com possibilidade de ir além dos R$ 269 milhões lavados.

Agora, os 15 executivos ligados à suposta fraude indiciados pelo MPF estão sendo intimados. Eles têm um prazo de dez dias para responderem à acusação.

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