Suposta pirâmide de Bitcoin Medina Bank é desmantelada

O inquérito que investigava a empresa apontada como pirâmide financeira Medina Bank foi concluído pela Polícia Civil com o indiciamento de sete pessoas, cinco sendo da mesma família.

De acordo com as investigações, a empresa se apresentava como um banco e prometia rendimentos de 15% ao mês sobre o valor aportado com supostas aplicações em Bitcoin.

As autoridades estimam que o golpe deixou um prejuízo de mais de R$ 15 milhões. Calcula-se ainda que pelos menos 400 pessoas foram lesadas pelo grupo em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

Golpe “familiar” prometia investimento em Bitcoin 

O inquérito que apurou denúncias de estelionato contra a Medina Bank fazia parte da 1ª fase da “Operação Medina”.

Na última sexta-feira (30), a polícia concluiu o inquérito e indiciou um casal, seus dois filhos, uma nora e dois investidores que não pertenciam à família.

Embora o prejuízo tenha sido estimado em R$ 15 milhões, segundo os boletins de ocorrência registrados pelas vítimas, é possível que o valor seja ainda maior.

Conforme destacou a delegada responsável pelo caso, Monah Zein, o número de vítimas também pode ser superior a 400.

O golpe era articulado por uma família que, para atrair as vítimas, distribuía marmitas. Além disso, eles pagavam R$ 100 para pessoas distribuírem panfletos promovendo a empresa.

“Eles alegam que trabalhavam com investimentos de Bitcoins. Investimentos esses que até agora não conseguiram comprovar”, disse a delegada.

Pai e filho foram presos em março

Em 24 de março, como noticiou o CriptoFácil, pai e filho de 39 e 60 anos, chegaram a ser presos em Minas Gerais.

No entanto, alguns dias depois, a justiça revogou a prisão preventiva. Atualmente, eles estão em liberdade sendo monitorados por tornozeleiras eletrônicas.

“Não há dúvidas da participação destes indivíduos no esquema de pirâmide financeira. Todos sabiam, todos usufruíram do dinheiro dos clientes. Eles tinham sete carros importados, no mínimo”, explicou a delegada.

Zein informou ainda que, durante quase um ano de investigações, 38 pessoas foram ouvidas pela polícia. No período, também foram apreendidos cinco carros de luxo, um deles avaliado em R$ 250 mil, computadores e diversos documentos.

De acordo com a delegada, os indiciados podem responder pelos crimes de organização criminosa, prática de pirâmide financeira, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária e crimes contra a economia popular.

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