Receita Federal começa a incluir dados na blockchain b-Connect

Embora tenha sido lançado há mais de dois meses, somente agora a Receita Federal do Brasil (RFB) está começando a utilizar a plataforma em blockchain b-Connect.

Conforme informou o coordenador operacional aduaneiro da Receita Federal do Brasil, Sérgio Garcia Alencar, os prazos foram adiados por conta da pandemia.

Além do Brasil, países como Argentina, Paraguai e Uruguai também utilizam a plataforma em blockchain.

b-Connect

De acordo com a RFB, a b-Connect servirá para troca de dados entre Operadores Econômicos Autorizados (OEAs) de cada país.

Assim, essas empresas terão autorização para uma liberação mais rápida de carga nas fronteiras. Mas a Receita já prevê expansão da plataforma para outros serviços.

No contexto de relações exteriores, a tecnologia blockchain resolverá uma questão importante. Isso porque permitirá que a autonomia de cada uma das administrações aduaneiras seja preservada.

“Precisamos fazer com que as informações trafeguem. Porém, um país desenvolver um sistema e subordinar o outro não seria uma opção viável. Então, a camada criada terá esse caráter confederativo. Os países vão se integrar, sem se sobrepor, sem perder soberania”, destacou o representante da RFB, Ronald Thompson.

Além do Mercosul

Além disso, Thompson destacou que, com a assinatura do acordo com a União Europeia, será aberta a possibilidade de a solução bConnect ser utilizada com outros países, além dos que compõem o Mercosul.

“É uma iniciativa disruptiva, que inova, inclusive, no panorama internacional”, avaliou Thompson.

A plataforma bConnect permitirá a troca segura e automatizada de dados dos OEAs entre os países que firmarem Acordo de Reconhecimento Mútuo com o Brasil e que aderirem a tecnologia.

Foi o que afirmou Bárbara Harckbart de Oliveira, da coordenação-geral de Administração Aduaneira da RFB.

“A solução veio suprir uma necessidade internacional para o tema troca de dados de OEA entre os países. Hoje, ela é feita, em sua maioria, por meio de planilhas elaboradas ou extraídas do sistema que cada país possui e enviadas por correio eletrônico”, observou.

Ela ainda observou que a bConnect mostrou o novo cenário que se configura na troca de dados internacionais.

Conforme noticiou o CriptoFácil, a plataforma brasileira está servindo como referência para um programa de segurança e combate ao terrorismo dos Estados Unidos.

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