Queda do dólar é ótima hora para dolarizar patrimônio com stablecoins

Investidores brasileiros podem “dolarizar patrimônio” por meio de stablecoins para se proteger do fraco desempenho da economia nacional, avalia um economista.

Ao CriptoFácil, José Artur Ribeiro disse que as stablecoins lastreadas em dólar, como o USDT da Tether, devem ser consideradas como uma estratégia de investimento.

O CEO da Coinext ainda pontua que a recente valorização do real (BRL) frente à moeda estadunidense pode ser um ponto de entrada vantajoso. No entanto, os riscos devem ser analisados, bem como o contexto global.

Desvalorização do dólar

Em 2020, o real apresentou o segundo pior desempenho entre todas as moedas globais. À época, a unidade monetária desvalorizou quase 30% comparado ao par do dólar.

Com a crise econômica agravada pela pandemia, o resultado da moeda nacional atingiu novas mínimas. Em março deste ano, o dólar chegou a R$ 5,88, quase seis vezes o valor do BRL.

No entanto, sinais de uma recuperação financeira promovem a valorização do real. Ribeiro enxerga o contexto atual como uma oportunidade para dolarizar reservas financeiras.

“O dólar está no menor patamar dos últimos meses. […] Um excelente ponto de entrada para os investidores que ainda não têm patrimônio atrelado à moeda mais forte do mundo”, avaliou.

Dolarização

A dolarização é recomendada por gestores de portfólio e especialistas para diversificar a carteira de investimentos. Atualmente, no mercado de criptomoedas, algumas opções de stablecoins estão em circulação, sendo a Tether a de maior adesão.

No momento de escrita desta matéria, USDT exibe mais de US$ 61,7 bilhões em valor de mercado, cerca de R$ 313,89 bilhões.

Os projetos DAI, USD Coin (USDC) e TerraUDS (UST) oferecem a mesma proposta. Já àqueles interessados em reservas de euro, a Stasis Euro (EURS) é uma opção.

Interesse do mercado

A estratégia avaliada por Ribeiro ganhou força nos últimos meses entre usuários da plataforma Coinext. Segundo a exchange, o volume de transações com USDT triplicou no primeiro semestre deste ano.

“Percebemos, dentro das análises internas, que os investidores estão mais propensos a se expor ao dólar. Por ser uma stablecoin e por ter uma menor oscilação se comparado ao Bitcoin, por exemplo, é uma ótima opção dos investidores para fazer reserva de valor”, comentou o especialista.

O relatório da corretora também revelou que cerca de 17% da base de clientes negocia com a Tether. Os executivos estimam que o número aumente nos próximos meses.

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