Província de Mendoza, na Argentina, autoriza cidadãos a pagar impostos com USDT

A província de Mendoza, na Argentina, é a primeira do país vizinho a permitir o uso de criptomoedas no pagamento de impostos locais. De acordo com o portal Clarín, o governo de Mendoza permitirá que os cidadãos utilizem a stablecoin USDT no pagamento dos tributos. 

De acordo com o Clarín, a medida recebeu a aprovação da administração tributária da região, que a descreveu a medida como “o objetivo estratégico de modernização e inovação”. Com isso, o governo de Mendoza pretende dar aos cidadãos diferentes meios para cumprir suas obrigações fiscais.

Localiza no oeste da Argentina, Mendoza é a província mais rica do país. A região é o oásis de produção frutífera e dos famosos vinhos argentinos, bem como sede de indústrias de equipamentos e mecânicas. No entanto, a região sofre os efeitos da crise econômica que assola o país, que enfrenta uma inflação superior a 70%.

Impostos em USDT

De acordo com um relatório local, a fixação de impostos em criptomoedas em vez de pesos tornou-se possível em uma das maiores províncias da Argentina. Inicialmente, as autoridades da região aceitarão pagamentos em (USDT), mas planejam adicionar outras criptomoedas como opção.

Os cidadãos podem usar quaisquer carteiras de exchanges populares, como Binance, Buenbit, Bitso. No país vizinho, os serviços de carteiras Ripio e Lemon Cash também são muito populares.

Embora Mendoza seja pioneira no pagamento de impostos com criptomoedas, a capital da Argentina Buenos Aires tentou implementar uma medida semelhante em abril. O prefeito Horacio Rodriguez Larreta afirmou que a capital visa digitalizar seus processos de administração, acrescentando que a tecnologia blockchain terá um papel fundamental.

Ele também deu a entender que os cidadãos podem ter a chance de pagar seus impostos em criptomoedas em um futuro próximo. 

“E vamos trabalhar para facilitar o pagamento de impostos, a nona medida deste plano. Juntamente com as principais empresas, estamos trabalhando para que aqueles que desejam possam pagar seus impostos em criptomoedas”, disse Rodriguez.

Por causa da crise financeira e da desconfiança dos argentinos nos bancos, o uso de criptomoedas é bastante disseminado por lá. A Argentina é o país com a maior adoção do Bitcoin (BTC) na América do Sul, além de stablecoins como a DAI e a própria USDT.

Na contramão nacional

A postura do governo de Mendoza segue na contramão do governo nacional, especialmente do Banco Central da Argentina (BCRA). Em maio, conforme noticiou o CriptoFácil, o BCRA proibiu as instituições financeiras do país de oferecer serviços de criptomoedas aos seus clientes.

A medida impediu que bancos e instituições financeiras pudesse oferecer serviços de compra, venda ou até investimentos voltados para criptomoedas. O BCRA alegou que estava protegendo os investidores, mas os argentinos não acreditaram neste motivo.

“O Conselho de Administração do BCRA visa mitigar os riscos associados às operações com esses ativos que possam ser gerados para os usuários dos serviços financeiros e do sistema financeiro como um todo”, afirmou a entidade.

No entanto, o acordo pode ter a ver com o recente empréstimo concedido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ao país. Em março, o FMI aprovou um pacote de ajuda de US$ 45 bilhões, mas o acordo incluía um dispositivo para desincentivar o uso de criptomoedas. Logo, é provável que a decisão do banco central tenha como objetivo atender a esta diretriz.

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