Levantamento aponta que 55% dos IPOs apresentam prejuízo em 2021; criptomoedas estão na lista

Um levantamento da Nord Research mostrou que 55% das Ofertas Públicas Iniciais (IPO) realizadas em 2021 registram prejuízos. Foram analisados 46 IPOs no total, com 20 deles operando no positivo, enquanto 26 registraram perdas.

As perdas totais variam entre 1,2% até 63% no total. Dois produtos relacionados a criptomoedas estão entre elas: o ETF HASH11 e a G2D Investimentos (G2DI33), maior acionista da exchange Mercado Bitcoin. Ambos registram perdas de 3,4% e 15,5% pós-IPO, respectivamente.

Tanto o HASH11 quanto a G2D possuem diferenças em relação às outras empresas da lista. O primeiro não é uma ação em si, mas sim um fundo negociado em bolsa (ETF). Já a G2D é uma empresa estrangeira e, portanto, negocia recibos de suas ações (BDR).

Já entre as valorizações, os destaques foram a Vamos Logística (VAMO3) e a Intelbrás (INTB3), com altas de 158,3% e 101,3%.

IPOs crescem, mas é preciso cuidado

O número de IPOs tem crescido apesar da pandemia de Covid-19. De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), há uma fila de mais de 40 pedidos de IPO na B3.

Normalmente, as empresas utilizam a abertura de capital para captar recursos sem depender de bancos. Esse movimento costuma ocorrer em ciclos de alta do mercado, onde investidores e grandes fundos possuem recursos abundantes. Com isso, muitos IPOs vão ao mercado a preços mais altos do que o valor intrínseco da empresa.

Ao mesmo tempo, muitos IPOs podem incutir premissas otimistas demais, como lucros acima da média. Este fenômeno é comum em empresas de tecnologia, cujas ações se valorizaram a ritmo exponencial. Mas é preciso ter cuidado com estimativas otimistas demais e que podem não se realizar.

É comum que hajam correções nos preços das ações, sobretudo se os resultados da empresa demoram a aparecer depois que o IPO aconteceu. Em sua coluna no portal Investnews, o analista Tiago Reis destaca que é preciso entender por que uma empresa quer abrir seu capital na bolsa.

“Via de regra, boas oportunidades surgem quando a empresa busca captar dinheiro por meio do IPO para alavancar o seu negócio, crescer a base de clientes e desenvolver novos produtos. Por outro lado, oportunidades ruins acontecem quando o dinheiro captado não vai para o negócio da empresa, mas somente para o bolso dos controladores”, escreve Reis.

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