iFood da China agora vende NFTs de almôndegas

A Ele.me, considerado o Ifood da China e que pertence ao Alibaba, anunciou o lançamento de seus primeiros tokens não fungíveis (NFTs).

Os primeiros NFTs do aplicativo chinês são um tipo de comida tradicional chinesa, as almôndegas de bacalhau de Hangzhou.

Para a emissão dos NFTs, a gigante da entrega de alimentos fez uma parceria com a Secretaria Municipal de Comércio de Hangzhou. A ideia é promover a comida e a cultura locais.

De acordo com a empresa,os usuários podem reivindicar os NFTs enviando uma série de fotos originais de pratos tradicionais de Hangzhou. Os NFTs da Ele.me são intransferíveis, medida implementada para atender às exigências dos órgãos auto-reguladores bancários e financeiros da China.

Além disso, os NFTs da Ele.me não podem ser negociados no mercado secundário e nem ser transferidos para outras wallets.

China e NFTs

Assim como faz com diversos produtos de tecnologia, a China tem suas próprias regras para o mercado de NFTs. Entre outras coisas, o governo determina que a emissão dos NFTs só pode ser feita na blockchain do governo, a BSN, que é uma rede criada e controlada pelo governo chinês.

A diferença entre o serviço chinês e os NFTs tradicionais já está no nome. Afinal, na China os NFTs são chamados de BSN-Distributed Digital Certificate (BSN-DDC). Ou seja, o termo Certificado Digital Distribuído que visa desvincular a rede de nomes como NFT, blockchain e outros associados com as criptomoedas.

O DDC fornece interfaces de programação de aplicativos para empresas ou indivíduos. Dessa forma, permite que eles criem seus próprios aplicativos para gerenciar NFTs.

Além disso, a plataforma permite que essas entidades negociem os tokens gerados no DDC. Mas, neste caso, apenas o yuan chinês pode ser usado para compras e taxas de serviço.

Embora a China estabeleça restrições ao uso de criptomoedas e NFTs, o país reconhece o potencial da tecnologia blockchain. O yuan digital e o DDC são provas disso.

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