Detran usa dinheiro de propina para comprar criptomoedas, indicam rumores

Dois despachantes do Detran de Goiás são acusados de receber propina e usar os valores para comprar criptomoedas. O dinheiro supostamente é recebido em troca da liberação de veículos irregulares, segundo informações da Polícia Civil.

Na manhã de quarta-feira (21), a polícia deflagrou a Operação Tríade. A ação policial investiga crimes de corrupção ativa e passiva, bem como lavagem de dinheiro envolvendo os citados.

Servidores compravam criptomoedas

De acordo com as investigações, o pagamento da propina tinha o objetivo de liberar os veículos sem o cumprimento dos requisitos legais.

Na prática, os despachantes do Detran de Planaltina (GO) pagavam o suborno a um vistoriador e a uma servidora do órgão. Após receberam o pagamento, os valores eram convertidos em criptomoedas. Segundo a Polícia Civil, a conversão visava dificultar o rastreamento e recuperação dos recursos.

Por isso, as autoridades disseram que é difícil estimar o quanto o grupo já havia lucrado com os crimes. No entanto, a polícia afirmou que apenas uma das envolvidas somou cerca de R$ 30 mil. Acredita-se que o esquema de propina acontecia desde dezembro de 2020. 

Na operação de terça-feira, foram cumpridas dez ordens judiciais contra o grupo. Entre elas, sete mandados de busca e apreensão e três ordens de afastamento da função pública. Ao todo, quatro pessoas foram indiciadas: dois despachantes, um vistoriador e uma servidora do Detran.

O delegado Thiago César de Oliveira Silva, responsável pela investigação, explicou que os despachantes queriam liberar veículos reprovados em medidas de segurança. Além disso, queria que os automóveis com documentações atrasadas também fossem aprovados.

“Com relação ao Detran, às vezes faltava algum documento para fazer a transferência, para fazer algum procedimento. Aí eles também pagavam para uma servidora em específico para que ela liberasse essa falta da documentação, aprovando assim veículos que tinham uma série de problemas”, detalhou o delegado ao portal Mais Goiás.

Silva informou ainda que a investigação descobriu que uma das despachantes oferecia uma propina de R$ 5 mil por mês. Mas o valor variava de acordo com o veículo e com a irregularidade.

“Às vezes R$ 100, às vezes R$ 200. Mas, como eram muitos veículos, ela garantia muito dinheiro. A gente não tem ideia de quantos veículos foram liberados”, disse o delegado.

O Detran se pronunciou sobre o caso em nota, afirmando estar colaborando com a investigação. Ademais, o órgão disse que, em razão da gravidade do ocorrido, a servidora foi imediatamente desligada e retornará ao seu órgão de origem, que é a Prefeitura de Planaltina.

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