Craig Wright não consegue provar que é Satoshi Nakamoto e perde processo na Noruega

Um tribunal da Noruega determinou que o cientista da computação Craig Wright não conseguiu provar que era a pessoa por trás de Satoshi Nakamoto. Como resultado, Wright perdeu um processo que movia no país contra Magnus Granath, conhecido como Bitcoiner Hodlonaut no Twitter.

Em outras palavras, Granath ganhou oficialmente o processo contra Wright, que o acusava de fraude. O anônimo receberá 4 milhões de coroas norueguesas (cerca de R$ 2 milhões ) como indenização. Além disso, o cientista australiano terá que arcar com as custas do processo.

Esta foi a segunda grande derrota de Wright em 2022, que perdeu um outro processo em março. Conforme noticiou o CriptoFácil, Wright teve que pagar R$ 43 milhões por ter apreendido propriedade intelectual da sua antiga empresa.

Uma derrota na Noruega

Desde 2016 se proclama como o verdadeiro Satoshi Nakamoto. No entanto, o australiano nunca forneceu nenhuma evidência sólida para a sua alegação, mas tem processado pessoas que ousam discordar dele.

Nesse sentido, Wright conseguiu duas vitórias importantes em 2021, quando tribunais do Reino Unido reconheceram sua alegação. Wright moveu uma ação no país contra Cobra, anônimo mantenedor do site bitcoin.org, e venceu. Como resultado, o site teve que remover o acesso ao white paper e o código do Bitcoin (BTC) para usuários britânicos

Contudo, a justiça norueguesa entendeu de forma diferente. De acordo com a decisão, a juíza norueguesa Helen Engebrigtsen declarou que Granath tinha “bases factuais suficientes para alegar que Wright mentiu e trapaceou em sua tentativa de provar que ele é Satoshi Nakamoto”.

Ainda segundo a decisão, Engebrigtsen considerou justificada a caracterização de Wright por Granath. Ou seja, a juíza determinou que no sentido literal da palavra “fraude”, o anônimo tinha razão em suas reivindicações.

“O tribunal acredita que ‘fraude’ neste contexto significa ‘alguém que é algo diferente do que afirma ser’. ‘Falso’ tem um significado semelhante: ‘ilegítimo’, ‘falso’, ‘algo diferente do que o que ele finge ser”, escreveu Engebrigtsen.

Em outras palavras, a juíza aceitou que Wright finge ser alguém que não é. Ou seja, o cientista não é Satoshi Nakamoto de acordo com a decisão do tribunal. Engebrigtsen entendeu que a defesa de Wright não conseguiu produzir provas suficientes para sustentar a alegação de seu cliente.

Entenda o caso

Em 2019 Granath afirmou que Wright é uma “fraude” e um “golpista”, em uma série de tuítes, acusando-o de mentir ao dizer que era Satoshi. Em seguida, Wright se preparou para mover um processo por difamação contra o anônimo.

No entanto, o usuário foi mais rápido e processou Wright na Noruega, sua terra natal. Ao iniciar o processo, Granath afirmou que seus tuítes são protegidos pela liberdade de expressão. E o tribunal norueguês decidiu em favor dele.

Como resultado, Wright deverá pagar a quantidade de 4.053.750 coroas norueguesas, ou cerca de R$ 2 milhões na cotação atual, como indenização. Além disso, Granath está dispensado de pagar reivindicações de compensação e não é responsável por danos que os tuítes possam ter causado.

A decisão da corte repercutiu positivamente entre os bitcoiners, já que a maioria estava ao lado de Granath. Wright é visto como uma figura nociva na comunidade, sobretudo após as suas vitórias que limitaram o alcance do white paper do BTC.

Depois que o tribunal determinou a decisão, Granath comemorou e agradeceu o apoio. “O resultado foi o esperado. Estou muito feliz e agradecido por todo o apoio”, disse.

Por outro lado, os advogados de Wright disseram que ele vai apelar da decisão e alertaram que o “bullying online anônimo” poderia ter um “efeito assustador” no discurso público.

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