Coreia do Sul: corretoras planejam oferecer cripto em 2023 enquanto país quer tributar airdrops

Notícias envolvendo criptomoedas continuam a vir da Coreia do Sul. Ao que parece, o país está realmente atento aos ativos digitais. Isso tanto no que diz respeito à fiscalização e regulação de cripto quanto no que tange a oferta de serviços cripto.

As autoridades do país estão pensando em tributar as pessoas que receberem ativos digitais via airdrop. Conforme informou um funcionário do Ministério da Economia e Finanças, segundo o portal Digital Times, a taxa pode chegar a 50%.

A notícia chega menos de uma semana depois de autoridades do país emitirem uma nota ameaçando as exchanges de criptomoedas globais que operam no país sem registros com multas e até mesmo com prisões. Ao que tudo indica, essas ações fazem parte da nova estratégia do país para regular as criptomoedas.

Ao mesmo tempo em que isso acontece, pelo menos sete corretoras sul-coreanas planejam começar a oferecer serviços com criptomoedas a partir do ano que vem. Ou seja, isso mostra que a adoção das criptomoedas no país está crescendo.

Tributação de airdrops

Os airdrops consistem em distribuição gratuita de criptomoedas ou tokens por parte de um projeto para popularizar os seus produtos e serviços.

E, para o Ministério da Economia e Finanças do país, essa atividade se enquadra na mesma das heranças ou doações de tokens.

No ano passado, a Coreia do Sul informou que vai começar a tributar tokens herdados ou doados de acordo com as leis de herança locais. Portanto, as taxas podem se estender também a quem receber ativos via airdrops.

Ainda segundo o funcionário, a pessoa que receber os tokens terá que apresentar uma declaração de imposto dentro de três meses após o airdrop. E o imposto a ser cobrado será de 10% a 50%, a depender de cada caso.

Além de tributar tokens de airdrops, o país também pretende começar a tributar os ganhos com cripto até o ano de 2025. Isso inclui, por exemplo, uma taxa de 20% sobre ganhos anuais de mais de 2,5 milhões de won (R$ 9.650).

Corretoras querem oferecer serviço de cripto

Mas enquanto as autoridades querem taxar criptomoedas, as corretoras do país querem começar a oferecer as criptomoedas a seus clientes.

De acordo com uma reportagem do jornal local NewsPim, “empresas de valores mobiliários nacionais começaram a trabalhar para operar uma bolsa de ativos digitais no primeiro semestre do ano que vem.”

Segundo o jornal, ao menos sete grandes empresas do setor pediram uma aprovação preliminar e o estabelecimento de uma corporação para o estabelecimento de serviços de exchanges de criptomoedas.

Duas das organizações que estão nesta iniciativa são a Mirae Asset Securities e a Samsung Securities. A primeira criou uma subsidiária que está contratando equipe técnica para criptomoedas, como Bitcoin (BTC) e Ether (ETH), NFTs e outros ativos.

Enquanto isso, a Samsung estuda como entrar no mercado de tokens de segurança baseados em blockchain.

“De fato, a negociação de ativos está a ocorrer de forma ativa em todo o mundo e o tamanho do mercado está aumentando ano a ano”, disse um funcionário da indústria de valores mobiliários

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