Chinês da 25 de Março usou Bitcoin para lavar dinheiro do narcotráfico

Até ser preso em 2018 em São Paulo, o chinês Jiamin Zhang usava o popular comércio da 25 de Março e Bitcoin para lavar dinheiro do tráfico internacional de cocaína.

Na verdade, ele levava uma vida de comerciante para encobrir operações de dólar-cabo. Ou seja, envio de dinheiro para o exterior a partir da compra de criptomoedas.

Mais precisamente, o que Zhang fazia era: receber os reais de comerciantes do Brás e da Rua 25 de Março em São Paulo e entregar para traficantes no Brasil.

Ao mesmo tempo, ele recebia em suas empresas na Espanha pagamentos dos compradores europeus de drogas. Este dinheiro, ele enviava para a China para pagar os fornecedores dos lojistas do comércio de SP.

Com isso, ele conseguir resolver o “problema” dos comerciantes que precisavam pagar pelas mercadorias compradas na China e dos narcotraficantes que queriam receber o pagamento da cocaína enviada para a Europa.

Conforme revelou a revista Piauí, esse esquema complexo foi desmantelado pela Polícia Federal em novembro de 2018. A Operação em questão culminou com a prisão de Zhang.

Entenda a história

Zhang nasceu e cresceu na província chinesa de Zhejiang onde se envolveu com contrabando e imigração ilegal.

Em 2012, ele fugiu para a Espanha usando o nome Hanran Guo e criou duas empresas. Em 2014, ele se mudou para São Paulo, onde abriu uma loja de importação de roupas no bairro do Brás.

Mas a loja escondia sua atividade de lavagem de dinheiro do narcotráfico e evasão de divisas com Bitcoin.

Um dos clientes de Zhang era Marino Brum, um narcotraficante que trazia para o Brasil cocaína da Bolívia e Paraguai e enviava para a Europa. O gaúcho foi preso em 2017, mas continuou comandando a rede de tráfico.

Brum recebia os pagamentos pelas drogas enviadas para a Europa com ajuda de Zhang. O chinês lavava o dinheiro com empresas de fachada e incluía no esquema os lojistas do comércio popular de SP.

O esquema foi interrompido com a prisão de Zhang em 2018. Ele foi solto meses depois por conta de um habeas corpus. Contudo, ele retornou para a prisão em 2020 também por lavagem de dinheiro do narcotráfico.

Hoje, ele está em prisão domiciliar aguardando julgamento por associação criminosa, crime contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

Já Brum foi condenado a 33 anos de prisão por tráfico internacional, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro.

Exchange de criptomoedas recebeu R$ 11 milhões

De acordo com as investigações, o esquema contava com 74 empresas de fachada que estavam em nome de laranjas. Entre 2015 e 2020, elas movimentaram R$ 33 bilhões.

Duas das principais empresas do esquema, Global e SJ Intermediação de Negócios, enviaram juntas R$ 111,4 milhões para a Bitseller Serviços Digitais, uma corretora de criptomoedas de Goiás.

“Eles terão de esclarecer essas transações com essas firmas do empresário chinês”, disse Valdemar Latance Neto, delegado que investiga o caso.

Latance Neto também conseguiu junto à justiça o bloqueio de R$ 111 milhões de reais nas contas da Bitseller.

Em nota, a Bitseller afirma que “possui atividade lícita e jamais se envolveu com os crimes investigados na operação da Polícia Federal”.

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