Bitcoin se beneficia da queda no preço do petróleo, diz veterano

O preço do Bitcoin (BTC) retomará a tendência de alta neste semestre com ajuda do preço do petróleo, que está para iniciar uma tendência de baixa. Como resultado, um grande número de investimentos será redirecionado para a criptomoeda.

Conforme relatou Mike McGlone, analista de inteligência da Bloomberg, o BTC está inserido num cenário de mudanças tecnológicas aceleradas. Por outro lado, o petróleo tende a ver sua demanda se reduzir ao longo do tempo.

Escassez e redução de demanda

Inicialmente, o relatório destaca que as commodities tiveram uma grande tendência de alta de 2021. No entanto, o movimento pode ter atingido seu pico nos últimos meses.

Por outro lado, o BTC e o petróleo vivem momentos opostos de mercado visto que a adoção crescente do Bitcoin e a queda na sua oferta são a nova tendência. Em contrapartida, o petróleo enfrenta a transição do mercado para fontes de energia limpa, o que tende a reduzir a demanda enquanto a oferta segue crescente.

Adicionalmente, a forte correção do BTC criou um desconto relativo no preço em relação ao prêmio do petróleo bruto. Dessa forma, os fundamentos estão alinhados para retomar a trajetória ascendente que já havia desfrutado no índice.

“As tendências pré-existentes certamente favorecem o Bitcoin em relação ao petróleo bruto, conforme olhamos para o H2 2021. Se o petróleo WTI reverter suas máximas de alcançadas no início de julho, a tendência de baixa nos rendimentos dos títulos tende a se acelerar, com implicações altistas para os ativos de reserva de valor ouro e Bitcoin”, disse McGlone.

McGlone cita especificamente o título do Tesouro norte-americano de 10 anos, cujas taxas atingiriam níveis de 1,3% ao ano. Para McGlone, o nível crucial a ser observado é a região abaixo do limite de 2%. Caso os títulos permaneçam assim, Bitcoin e ouro estarão bem posicionados para liderar os ganhos no segundo semestre.

Fatores negativos são transitórios

Em suma, os analistas da Bloomberg estão otimistas quanto ao preço no segundo semestre, apesar da forte queda nos últimos três meses. Ao contrário do trimestre passado, McGlone acredita que os fatores negativos não se repetirão no futuro.

“Os principais fatores que pressionaram o Bitcoin no segundo trimestre (consumo de energia, resistência da China e atrasos nos ETFs dos Estados Unidos) são transitórios e sua resolução será bastante otimista no longo prazo”, afirmou.

Apesar das fortes perdas financeiras, o BTC ainda registra uma valorização de 11% em 2021. Por outro lado, o índice Bloomberg Galaxy Crypto Index (BGCI) registra alta de 80% no mesmo período.

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