Bitcoin pode entrar em 650 bancos dos EUA por meio de app

Uma nova parceria permitirá que o Bitcoin chegue a mais de 24 milhões de clientes de 650 bancos e cooperativas de crédito dos Estados Unidos. A iniciativa é resultado de um acordo entre a empresa de gestão de criptoativos NYDIG e a companhia de pagamentos National Cash Register (NCR).

Conforme noticiou a Forbes nesta quarta-feira (30), a oferta de criptomoedas se dará por meio de um aplicativo móvel desenvolvido pelo provedor de pagamentos. Os clientes bancários da NCR poderão comprar, vender e negociar Bitcoin e outros criptoativos no app.

Bancos querem competir com exchanges

Na prática, a parceria eliminará o oneroso processo regulatório que impede os cidadãos estadunidenses de acessar o Bitcoin facilmente.

O objetivo é expor o BTC à adoção convencional no país, respondendo à demanda observada pelas instituições financeiras.

Os bancos e cooperativas que disponibilizarem o serviço aos clientes contarão com os serviços de custódia do NYDIG.

Dessa forma, os bancos pretendem competir diretamente com as exchanges de criptomoedas que dominam o setor até então.

“Muitos desses bancos viram que uma das maiores saídas de depositantes é mover dinheiro do banco para exchanges como a Coinbase. E então isso é parte da razão pela qual os bancos estão tão entusiasmados em ter essa capacidade para si próprios e para seus consumidores”, disse o presidente do NYDIG, Yan Zhao.

NYDIG fará custódia das criptomoedas 

Como parte do acordo, a NCR será responsável por fornecer o aplicativo e a infraestrutura. Enquanto isso, a NYDIG será, inicialmente, a custodiante das instituições financeiras que oferecerem criptomoedas. Pela prestação do serviço, a companhia receberá uma taxa mensal:

“Eu acho que você verá taxas de transação mais baratas nos bancos do que você tem hoje no mercado”, disse o chefe de soluções bancárias da NYDIG, Patrick Sells. “Mas os bancos podem determinar o que eles querem que seja a taxa de transação.” 

Segundo a NYDIG, a quantidade exata de criptomoedas que os clientes comprarem será mantida em um ambiente de custódia off-line.

“Cada dólar em Bitcoin do cliente é, na verdade, Bitcoin mantido sob custódia, em fideicomisso, para os clientes”, explicou.

De acordo com o presidente de banco digital da NCR, Douglas Brown, em um segundo momento, a NCR poderá custodiar seus próprios ativos.

Brown afirmou ainda que a NCR ambiciona fazer “uma infinidade de coisas” com criptomoedas. Conforme explicou, os serviços se estenderão aos mercados multiverticais, varejistas e restaurantes.

A expectativa é que os bancos sigam os passos do PayPal. Afinal, depois que passou a disponibilizar negociação de criptomoedas, a plataforma viu um aumento de 100% nas visitas ao app.

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