Bitcoin beneficiaria mais o Brasil que El Salvador, sugerem cálculos do economista Steve Hanke

O alto custo do envio de remessas foi um dos principais argumentos usados pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, para adotar o Bitcoin como moeda de curso legal. Segundo estimativas, os salvadorenhos economizariam US$ 400 milhões anualmente enviando remessas com BTC em vez do dólar.

No entanto, para o economista estadunidense Steve Hanke, um dos mais fervorosos críticos da Lei Bitcoin, o custo de envio de remessas não representa um problema para os salvadorenhos.

Bitcoin pode reduzir custos de remessas internacionais

Conforme mostram dados do Banco Mundial de 2020, compartilhados por Hanke no Twitter, El Salvador tem custos de remessas inferiores aos de outros países da América Latina e do Caribe:

“Ao contrário do que Nayib Bukele quer que acreditem, altos custos de transação de remessa em El Salvador não representam um problema. O Banco Mundial relata que El Salvador tem os custos de remessa mais baixos entre os países da América Latina e do Caribe.”

Custo médio de envio de remessas para a América Latina e Caribe

As informações divulgadas pelo professor de economia da Universidade John Hopkins (EUA) também sugerem que o Brasil seria um dos países mais beneficiados pela adoção da criptomoeda.

Afinal, seu custo médio de envio de remessa (6,90%) em 2020 foi bastante superior ao de El Salvador (2,85%). Na verdade, seguindo a lógica de Hanke, o Brasil seria o 6º mais beneficiado pela adoção do BTC na região.

Mas o país mais beneficiado em termos de envio de remessas seria Cuba. Isso porque, em 2020, os cubanos gastaram 10,53% com comissões para enviar dinheiro a seu país. Trata-se do gasto mais alto entre os países da América Latina e Caribe.

Os números se baseiam nas porcentagens cobradas pelos serviços de remessa para cada transferência padrão de US$ 200.

Hanke é crítico da Lei Bitcoin de El Salvador

Ainda sobre El Salvador, Hanke acredita que a Lei Bitcoin fornecerá um “fluxo interminável” de financiamento para os planos do governo “totalitário” de Bukele.

Além disso, ele rotula a legislação oficializada em 7 de setembro como “desnecessária, fantasiosa e muito impopular”.

De fato, desde antes da adoção oficial da criptomoeda a população já vinha se manifestando contra o BTC.

Mas, ao contrário de Hanke, o Bank of America (BofA) afirmou que a adoção do Bitcoin trará benefícios para a nação centro-americana. Em um relatório, o BofA destacou quatro aspectos:

  1. Possibilidade de abrir canais de negócios com empresas estrangeiras, ncluindo dos Estados Unidos;
  2. Redução de custos em remessas internacionais;
  3. Digitalização do sistema financeiro salvadorenhos;
  4. Maiores opções de pagamento para os consumidores.

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