3 suspeitos são presos por morte de day trader no RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu três pessoas acusadas de envolvimento na morte do investidor de criptomoedas e day trader Wesley Pessano. Um deles, detido nesta segunda-feira (9), é apontado como o contratante do crime. Os outros dois, presos na sexta-feira (6), seriam o executor e um comparsa. 

A polícia busca, agora, informações sobre o responsável por mandar matar o investidor de 19 anos.

Polícia ainda busca mandante do crime

A identidade dos presos não foi revelada pela polícia. As autoridades disseram apenas que um dos suspeitos presos na sexta-feira estava dentro do veículo usado no crime no momento da prisão. O carro da marca Volkswagen, modelo Voyage da cor prata também foi apreendido pelos agentes.

Além disso, a Polícia Civil informou que, desde a morte de Pessano, já realizou diversas diligências para esclarecer o homicídio. Entre outras coisas, foram analisadas imagens de câmeras de vigilância e testemunhas também foram ouvidas.

Na última quinta-feira, parentes do jovem, do Rio Grande do Sul, foram até o Rio de Janeiro para liberar o corpo de Pessano.

Na ocasião, eles também prestaram depoimentos na 125ª DP (São Pedro da Aldeia). No dia seguinte, um sócio de Wesley também foi ouvido.

“As investigações prosseguem para apurar o envolvimento de outras pessoas e a motivação do crime”, disse a polícia.

Empresa de Pessano, Aras Consultoria, é investigada

Conforme noticiou o CriptoFácil, Pessano foi assassinado na última quarta-feira (4), dentro de um Porsche, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio.

Além de fazer day trade na plataforma IQ Option, proibida do Brasil, ele oferecia mentoria para investimentos. Nas redes sociais, ele prometia “liberdade financeira aos 18” e ostentava uma vida luxuosa.

A empresa da qual o investidor era sócio, a Ares Consultoria, sediada em Cabo Frio, acumula queixas de clientes. No site Reclame Aqui, investidores alegam ter sido vítimas de um golpe.

Com base nisso, a polícia apura se Pessano foi vítima de uma disputa territorial entre grupos de investidores em criptomoedas. Contudo, ainda não foram descartadas as hipóteses de queima de arquivo ou de que o trader causou prejuízo em algum cliente.

“É evidente que, num primeiro momento, ainda não podemos descartar outras linhas de investigação. Então, estamos apurando a forma de atuar da vítima. Mas uma das hipóteses mais fortes é esse loteamento, essa divisão da qual já temos notícia”, revelou o delegado Pedro Medina, diretor do Departamento Geral de Polícia do Interior (DGPI).

Para investigar a morte, a polícia criou uma força-tarefa composta pelas delegacias de São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Armação de Búzios e Iguaba Grande. 

O grupo está apurando as razões do crime bem como uma “ciranda financeira” que está acontecendo em Cabo Frio.

Segundo o jornal O Globo, inquéritos já apuram a atuação de dez empresas suspeitas de lesar clientes na região. A lista inclui a Aras Consultoria, da qual Pessano era sócio, e a Black Warrior, acusada de pirâmide financeira.

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